Que dia é hoje? De competir ou de cooperar?

Que dia é hoje? De competir ou de cooperar?

A vida de cada um de nós é originada pela comunhão entre dois seres humanos. Aprendemos a andar e a falar porque outro ser humano se disponibilizou a ensinar-nos. Alimentamo-nos, crescemos, evoluímos graças à participação de outros seres humanos que nos dedicam o seu tempo ao longo dos anos até à idade adulta.

Por outro lado, há uma alegria no prazer partilhado entre dois seres humanos quando se unem decididos a originar uma nova vida. O coração aquece quando vemos um bebé dar os primeiros passos graças ao nosso apoio. O peito expande quando assistimos ao desenvolvimento de um jovem maravilhoso e fomos nós que lhe proporcionámos o suporte e a segurança necessários para que aprendesse a ser como é.

É claro que somos fundamentais uns para os outros. É óbvio que sem outros seres humanos não iríamos longe. Não teríamos hipóteses de sobrevivência. E, no entanto, parece que sofremos deste esquecimento de que a vida em comunidade é o garante da nossa espécie e a fonte da nossa alegria.

Substituímos a cooperação pela competição, enganados pelas interpretações erradas das teorias de Darwin que defendiam a sobrevivência do mais forte. Mas o mais forte, se sobreviver sozinho, o que lhe resta? Nem sequer mais ninguém com quem competir.

Já sentiu como é boa a sensação que fica quando se levanta no transporte público para dar o lugar que ocupava a um idoso? Se já fez voluntariado ou ajudou outro ser humano de forma desinteressada, já percebeu que mais do que o bem que faz ao outro é o bem que fica confortavelmente a latejar no centro do seu peito?

E contudo continuamos a teimar medir a nossa felicidade pelo tamanho da nossa conta bancária. A compará-la com a do vizinho do lado. A competir. Mesmo quando sabemos que quando competimos, ao contrário do que quando colaboramos, a sensação no peito é de aperto e o sentimento é muitas vezes mais de angústia do que de alegria.

Não é que o dinheiro não nos faça falta. A organização social actual mostra-nos que sim. O que não nos faz falta é continuar a acreditar que a nossa felicidade depende do tamanho do nosso saldo bancário.

Experimente chegar aos outros, oferecendo aquilo que é. Colabore, coopere, comungue. Celebre em conjunto esta partilha de sermos todos humanos.

Afinal é tão simples ser feliz.

Se quer saber mais sobre o assunto aconselho que veja o documentário “I AM” realizado por Tom Shadyac um consagrado realizador de Hollywood a quem o sofrimento físico fez pôr em causa tudo aquilo que tinha conquistado.

I Am

 

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